Quanto Custa Criar um Filho da Maternidade à Universidade?

Quanto Custa Criar um Filho da Maternidade à Universidade?
Ellen Cristie
Ellen Cristie9, Fevereiro - 2021

Com o aumento do custo de vida e a busca cada vez maior por qualidade de vida e bem-estar, criar um único filho torna-se oneroso.

E aí começam os milhões de contas. Quarto, decoração, fraldas, leite, roupas, médicos, escola, atividades extras, comida, lazer, enfim, são tantas despesas que fica difícil até decidir-se pelo segundo filho.

Uma certa vez, uma empresa de investimentos – a Invent – Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing resolveu fazer uma pesquisa para mensurar quanto custa criar um filho da maternidade à universidade.

Na ocasião, no caso em 2012, o custo para criar um filho até 23 anos – idade média de um jovem quando termina a universidade – pode chegar a R$ 2 milhões em uma família considerada financeiramente favorecida, partindo do pressuposto que o custo médio dos estudos, à época, era de R$ 703,64.

Por Classe Social

Mas vamos aos detalhes. Os resultados da pesquisa mostraram os seguintes valores totais por classe social: R$ 2.086 milhões (classe A), R$ 948.100 mil (classe B), 407.140 mil (classe C) e R$ 53.700 (classe D). Abaixo vamos te mostrar

Por faixa etária

Pré-Natal

Caso você não tenha plano de saúde ou não ingresse no Sistema Único de Saúde (SUS), as consultas do pré-natal não são poucas. A recomendação é: uma consulta por mês até a 23ª semana de gestação, duas por mês a partir da 24ª semana e até o dia do parto, que geralmente ocorre entre a 38ª e a 42ª semana de gravidez.

Além disso, há exames de sangue e urina, ultrassonografia, triagem de diabetes gestacional e exames adicionais, caso haja alguma intercorrência, como a amniocentese, um teste que verifica eventuais anomalias genéticas no feto.

Uma consulta particular custa, em média, R$ 250 e R$ 130 em clínicas populares. Um ultrassom obstétrico custa R$ 120, sem contar os medicamentos, como vitaminas, ácido fólico, hormônios, hidratantes etc.

Resumindo: o custo do pré-natal ultrapassa R$ 4 mil. A recomendação é: contrate um plano de saúde antes de planejar a gravidez, para que você não tenha problemas com a carência e tenha que arcar com essas despesas.

Parto

Geralmente, mesmo você tendo um plano de saúde, algumas despesas do parto são pagas “por fora”. É o caso do anestesiologista, do instrumentador cirúrgico, do seu médico (caso você não arrisque dar à luz com uma equipe de plantão.)

A questão é outra. É que as operadoras pagam um valor muito baixo ao obstetra e á equipe.

Por outro lado, há casais que chegam a gastar até R$ 30 mil com despesas do parto, o que fica inviável nos casos de casais de classes menos favorecidas.

  • 0 a 3 anos

As despesas aqui baseiam-se em itens básicos: carrinho, medicamentos, pediatra, vacinas, babá ou creché/escolinha, fraldas, plano de saúde etc.

As fraldas são muitas e caras. Em média, um bebê gasta seis fraldas por dia (até 1 ano), oito a 10 fraldas por dia (até os 2 anos). Fazendo as contas por alto, seriam mais de R$ 7 mil nessa fase.

  • 4 a 6 anos

Babá ou creche/escola, material escolar, uniforme, transporte, festas de aniversário e presente para os amigos. É uma fase de consumo pesado, o que não seria um gasto de menos que R$ 20 mil.

  • 7 a 17 anos

Esporte, curso de línguas, roupas, mesadas, jogos, escola. Fase de muitos gastos, especialmente entre 16 e 17 anos, cujas demandas são mais complexas, como festas, shows, tecnologia (celular, computador), cursinho e tantos outros gastos típicos dessa faixa etária.

Essa fase não sai por menos que R$ 150 mil a R$ 200 mil.

  • 18 a 21 anos

Universidade, aulas de auto-escola e continuam a maioria dos gastos da faixa etária anterior – shows, tecnologia, festas, mesada.

O que mais pesa, nessa época, é, sem dúvida, a mensalidade da universidade, caso seu filho não tenha ingressado em uma universidade pública e gratuita.

O valor é variado porque depende de vários aspectos. Para um curso de graduação de quatro anos, essa fase ultrapassaria R$ 250 mil.

  • 22 e 23 anos

Muitos jovens são “emancipados” nessa fase, ou seja, os pais deixam de arcar, pelo menos da maioria, com os gastos que um filho gera.

Mas antes disso, há alguns curtos remanescentes, como viagens, pós-graduação ou cursos extras que os filhos fazem, mirando o mercado de trabalho.

Como se vê, é difícil precisar na ponta do lápis quanto custa um filho, mas é possível perceber que tratamos de valores na casa do milhão. Mas cá para nós, um filho não tem preço, não é mesmo? Então, mãos à obra: planeje bem sua vida e a do seu companheiro para depois não enlouquecer com as dívidas. O segredo é planejar. O resto será só amor.