Engravidar no Primeiro Ano de Casado: Veja Prós e Contras

Engravidar no Primeiro Ano de Casado: Veja Prós e Contras
Ellen Cristie
Ellen Cristie4, Janeiro - 2021

Quero engravidar em meio à pandemia de coronavírus. Prefiro adiar o sonho de ser mãe até que a pandemia termine. Estou com medo de engravidar por causa do coronavírus e acontecer algo ruim comigo e com meu filho.

Várias possibilidades passaram e ainda passam pela cabeça das mulheres que querem ser mães, mas a pandemia assustou parte dos casais e adiou os sonhos de muitos brasileiros. E 2021? O que nos espera diante de um cenário ainda incerto?

Segundo um estudo realizado entre 8 e 12 de outubro de 2020, pela empresa Famivita, que atua na área de produtos para a saúde, a pandemia afetou o plano de engravidar de uma em cada três mulheres.

A pesquisa – que contou com a participação de mais de 11.800 mulheres -, mostrou que 55% das entrevistadas disseram que o casal foi obrigado a rever o planejamento familiar desde que a pandemia começou. E 46% das mulheres que participaram do estudo não pretendem engravidar nos próximos 12 meses.

Para ajudá-la a resolver a questão, listamos os prós e contras de se engravidar em 2021. Veja abaixo:

Cautela e bom senso

Oficialmente, entidades médicas e órgãos de saúde não desaconselham a gravidez nesse momento, mas pedem cautela e atenção sobre a decisão de iniciar uma gestação.

Cada caso deve ser observado de forma personalizada. É possível adiar o sonho para uma data posterior? Se o casal adiar, vai comprometer o planejamento familiar a ponto de não conseguir reverter a situação? Essas e outras questões devem ser levantadas na tomada de decisão. Pensadas e repensadas.

Adiar até quando?

Esta é uma das perguntas ainda sem respostas em meio à pandemia. Como prever quando a batalha contra o coronavírus vai terminar? Como saber quando o mundo estará seguro, sem contaminação e sem mortes em decorrência da Covid-19?

A vacinação será o ponto final dessa história? Teremos que nos preocupar e nos proteger, adotando todos os protocolos de segurança para o resto de nossas vidas? Sem dúvida, todas ainda sem respostas.

A questão da idade

Os especialistas consideram que a idade fértil da mulher é elevada até os 30 anos. Após essa idade, as chances de engravidar começam a diminuir de maneira acentuada, principalmente depois dos 35 anos.

Entre 31 e 35 anos, a probabilidade de engravidar é de 15% em cada mês de tentativa, só que após os 35 anos, essa taxa cai significativamente para 9% ao mês.

Aos 40 anos, a gravidez é considerada de risco e as chances de engravidar são menores ainda. Entre 41 e 42 anos, a mulher tem apenas 4% de possibilidade de gerar um filho e entre 43 e 45 anos, esse índice cai para 0,2%.

Por isso, a decisão por ter ou não um filho em 2021 esbarra em questões individuais e o avanço da idade é muito importante para que o casal discuta entre si e descubra a melhor solução.

Reprodução assistida

Para o casal que faz tratamento de reprodução assistida, a Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária) publicou algumas notas técnicas com orientações para essas clínicas. Os procedimentos não estão proibidos, mas os órgãos de saúde indicam adiamento e cautela.

A exceção fica por conta de casos de pacientes oncológicos, que precisam congelar óvulos ou sêmen, ou pacientes com a idade avançada – acima dos 40 anos – que não podem esperar, já que a produção de óvulos de mulheres nessa faixa etária é muito baixa.