Depressão Pós-Parto Paterna: Pais Também Podem Ela ambém atinge os pais

Depressão Pós-Parto Paterna: Pais Também Podem Ela ambém atinge os pais
Ellen Cristie
Ellen Cristie15, Dezembro - 2020

Poucas pessoas já ouviram falar na depressão pós-parto paterna (DPPP), problema que afeta parte dos pais, muitas vezes com sintomas mascarados ou confundidos com outras patologias.

Mais comum entre mulheres, a depressão pós-parto nos homens pode ser atrelada a transtornos de ansiedade e sintomas depressivos. O pai acaba por não conseguir dar suporte à esposa e ao filho, entrando em um quadro de angústia profunda.

E, se antigamente o papel do pai era mais disciplinador e coadjuvante ao da mãe, nos últimos anos ele tornou-se figura fundamental na criação dos filhos. Talvez, por isso, ele ainda tenha reflexos de seus antecessores, que antes apenas proviam os filhos financeiramente, e sofra a pressão de não saber lidar com uma situação.

Para lidar com o problema, vamos explicar o que exatamente é a DPPP, suas implicações e soluções.

A DPPP é comum?

Geralmente, a depressão pós-parto paterna afeta um em cada 10 pais, com alto índice de probabilidade no primeiro ano de vida dos filhos. Pais mais jovens têm mais possibilidade de desenvolver a doença, assim como o fato de a mulher também apresentar o mesmo quadro. Mas saiba que os sintomas variam de um pai para outro. Abaixo mostramos quais são os mais e menos comuns.

Quais são os principais sintomas?

 Sintomas mais comuns

  • Menor socialização
  • Problemas no sono
  • Afastamento dos amigos
  • Falta de interesse sexual
  • Dores sem explicação
  • Ansiedade ou preocupação
  • Perda de apetite
  • Mau desempenho no trabalho
  • Falta de energia
  • Sentimentos de baixa auto-estima e desamparo

Sintomas menos comuns

  • Exaustão provocada pela falta de sono e pelos apelos do bebê
  • Ansiedade por perturbação anterior
  • Estresse pelo pouco tempo que fica em casa
  • Receio de prejudicar a relação conjugal em decorrência da chegada do bebê
  • Luta interna devido a comportamentos tradicionais interiorizados
  • Desequilíbrio entre relação profissional e familiar

Como posso me cuidar?

Um dos primeiros passos é tentar entender como a depressão afeta seus sentimentos como pai e, como tal, saber como você é importante na vida do seu filho. Embora seu bebê ainda não tenha muitas maneiras de demonstrar isso, nas pequenas coisas do dia a dia você vai começar a desenvolver um relacionamento com ele e ajudá-lo a crescer.

Curta o contato pele a pele com ele, dando banho, trocando fralda e interagindo o máximo que você conseguir.

Mantenha-se ativo

Mas tenha consciência de que para cuidar bem de outro ser, você primeiramente precisa cuidar bem de si próprio. Alimente-se saudavelmente e mantenha-se ativo. É, sem dúvida, um dos primeiros passos para que você comece a melhorar.

Leve o bebê para passear no carrinho ao ar livre. Uma caminhada em dupla fará muito bem a ele e a você também, no sentido de fortalecer os laços de carinho.

Fique atento para que você não caia em armadilhas como sair com os amigos e afundar-se em bebedeiras ou mergulhar-se no trabalho, como uma forma de fuga.