Diabetes Gestacional: Como Lidar?

Diabetes Gestacional: Como Lidar?
Ellen Cristie
Ellen Cristie23, Dezembro - 20205.9 minutos de leitura

Essa patologia é caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez. Assim se configura o diabetes gestacional, problema comum entre as gestantes, que pode gerar outras complicações tanto para a mãe quanto para o bebê.

Além dos altos níveis de açúcar no sangue, a mulher com diabetes gestacional geralmente entra em trabalho de parto prematuramente.

Como ocorre o diabetes gestacional?

Ao comermos, o sistema digestivo transforma grande parte da comida em açúcar. A glicose entra na corrente sanguínea e as células se utilizam desse açúcar como combustível. Com a ajuda de um hormônio produzido pelo pâncreas – a insulina – gordura, músculos e outras células absorvem a glicose do sangue.

O problema é que se o corpo não produz insulina em quantidade suficiente ou se as células não conseguem responder a ela, parte da glicose permanece no sangue em vez de se transformar nas células e ser convertida em energia.

Resultado: o corpo precisa de insulina extra para processar o excesso de glicose no sangue. Além disso, o pâncreas nem sempre consegue acompanhar o aumento da demanda por insulina durante a gestação, o que leva os níveis de açúcar no sangue a subir muito, porque as células não estão usando toda a glicose. Isso se traduz na diabetes gestacional.

Quais são os principais sintomas?

Grande parte das mulheres diagnosticadas com diabetes gestacional não apresenta sintomas. O médico geralmente solicita um exame específico de rastreamento para diabetes entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez. Se a mulher apresentar algum fator de risco para diabetes, ele mesmo vai recomendar que o teste seja feito antes desse período.

Como é o exame para a detecção do diabetes gestacional?

O exame mais comum para detectar a doença é o teste de rastreamento de glicose. Ele é feito oralmente. O exame mede a eficiência com que o corpo produz insulina. A paciente bebe um líquido doce e, uma hora depois, ela faz um exame de sangue para verificar os níveis de glicose.

Caso o exame resulte em níveis muito altos de açúcar no sangue, um novo teste – mais longo – o de tolerância oral à glicose – deve ser solicitado pelo médico. Entre as prescrições, a paciente precisa jejuar antes de receber o líquido doce para beber.

O sangue, em jejum, será testado e, novamente, após uma, duas e três horas. Se o resultado der novamente positivo duas vezes, a paciente será diagnosticada com diabetes gestacional.

E os fatores de risco para a doença?

Qualquer gestante pode desenvolver diabetes gestacional, apresentando ou não fatores de risco. Entre os fatores de risco mais comuns estão:

  • Idade superior a 25 anos
  • Ter síndrome do ovário policístico
  • Ter um parente próximo com diabetes
  • Estar acima do peso ou com IMC superior a 30
  • Já ter sido diagnosticada com diabetes gestacional anterior
  • Tomar determinados medicamentos (para asma ou doenças auto-imunes), betabloqueadores (para pressão alta) e antipsicóticos (para saúde mental)

Além desses fatores acima, ter uma dieta balanceada e fazer exercícios regularmente pode reduzir a probabilidade de desenvolver a doença.