O Que Fazer Quando Seu Filho Odeia Cortar o Cabelo?

O Que Fazer Quando Seu Filho Odeia Cortar o Cabelo?
Ellen Cristie
Ellen Cristie26, Novembro - 20205.5 minutos de leitura

A ida de um bebê ou uma criança pequena ao cabeleireiro pode se transformar em um martírio na vida das mães. Cenas de choro, gritos e escândalos não são raros quando envolvem os pequenos e os cabelos.

Para respirar aliviada, evitando o desgaste de seu filho e a fadiga de passar por um momento de estresse, você pode lançar mão de alguns subterfúgios para reverter a situação e fazer com que esses minutos no salão possam ser prazerosos. Aí vão algumas dicas:

Controle o medo do seu filho

Uma dica preciosa, inclusive dos profissionais da área, é evitar palavras como “corte” ou “cortar”. Troque por aparar, “ficar bonito” etc. Corte ou cortar pode estar relacionado à dor.

O barulho e o formato da tesoura também podem ser motivos de medo e, para minimizar essa sensação, use os utensílios da cozinha para tratar o corte com descontração.

Uma colher de pau ou um garfo de duas pontas podem servir como “tesouras” improvisadas e fazer com que a criança olhe para uma tesoura real de forma lúdica.

Outra opção é recorrer ao boneco (a) preferido (a) da criança. Simule um corte de cabelo no brinquedo. Isso pode ajudá-la a perceber que cortar cabelo é algo natural e leve.

Vá em salões especializados

Nada de salões de beleza de adultos, um erro muito comum cometido pelos pais. “Vou levar você à barbearia que o papai corta o cabelo e a barba”, “Vamos ao salão da mamãe para você conhecer meu cabeleireiro”. Nessas horas, o mais recomendável é recorrer a salões infantis, geralmente decorados e ergonomicamente pensados para o tamanho das crianças e suas demandas.

Encontre uma distração

Cadeiras em forma de carrinhos, brinquedos coloridos, livros, gibis, personagens infantis e um profissional sorridente ajudam a distrair a criança até que ela compreenda a situação.

Em algumas casas, há televisão com programação para a criança – um bom atrativo enquanto a tesoura trabalha. Uma área reservada a brincadeiras também pode fazer com que seu filho – antes ou depois do corte – possa interagir com outras crianças, facilitando, assim, a próxima ida ao salão.

Não force a barra; espera a hora certa

Se em um determinado dia, você leva seu filho ao salão e percebe que ele está nervoso, inquieto e que realmente não foi uma boa escolha, tente uma vez. Não mais que isso.

Forçar a criança a fazer o que ela não quer definitivamente não é a melhor estratégia, porque essa atitude pode desencadear um trauma, o que dificulta ainda mais a relação com a tesoura.

Uma alternativa é levá-la ao salão em dias mais tranquilos, com menos barulho, evitando finais de semana ou horários considerados cheios. No caso do profissional, o ideal é que o corte não se prolongue por muito tempo. Crianças são agitadas, não conseguem ficar por muito tempo paradas ou no mesmo lugar.