Como é a alimentação do bebê entre 9 e 12 meses?

Como é a alimentação do bebê entre 9 e 12 meses?
Ellen Cristie
Ellen Cristie15, Janeiro - 2021

A transição de alimentos semissólidos – como frutas, verduras e legumes amassados – para sólidos ocorre geralmente entre 9 e 12 meses de vida. É nessa fase que o bebê começa a engolir melhor os alimentos, já que apresenta alguns dentes e não põe mais a língua para fora.

Por isso, é possível adicionar alimentos como peixe (aos 9 meses), arroz e massa (aos 10 meses) e leguminosas, como feijão e ervilha (aos 11 meses). A partir dos 12 meses, clara de ovo.

Mas como o bebê se comporta nessa fase?

Nessa fase, os bebês começam a gostar de manipular e brincar com a comida. Essa é a forma que eles encontram para mostrar interesse pelos alimentos. O máximo que vai ocorrer é uma sujeira a mais na hora das refeições, mas fotos bem divertidas também.

A dica é deixar seu filho realmente “pegar” os alimentos, desde que você ensine-o a levar a comida até a boca, para que ele entenda que alimentar-se não é uma brincadeira que ele pode jogar no chão. O ideal é colocar no prato alimentos como brócolis, couve-flor, milho, ervilha e cenoura, ou seja, itens que ele consegue levar à boca facilmente.

Buscando independência

Outro passo que os pais podem dar nessa fase é estimular o filho a segurar a colher, ajudando-o a levar a comida até a boca. Nesse período, ele já é capaz de se alimentar sozinho, mesmo que sem sucesso. Mas, em pouco tempo, ele conseguirá dar pelo menos algumas colheradas.

Para que o objetivo – fazer com que seu filho se alimente bem – seja atingido, você pode usar a seguinte estratégia: use duas colheres. Enquanto você o alimenta com uma das colheres, ele segura a outra. Assistindo você o alimentando-o é uma forma de estimulá-lo também. Abaixo, listamos alguns alimentos que podem ser introduzidos nessa fase. Vamos a eles:

Frutas

A transição se faz da seguinte forma: aos poucos, substitua as frutas amassadas das papinhas doces e raspadas por porções picadas. Que tal fazer uma salada de frutas cortada em cubos, aproveitando as cascas da maçã e da pêra?

Verduras

No lugar de papinhas e purês, hortaliças bem cozidas e refogadas com um pouco de cebola e salsa. Se as verduras forem assadas no forno e oferecidas em pedaços, com certeza farão sucesso. Abóbora e batata com azeite também são boas opções, assim como carnes – frango, peixe e carne bovina – devem ser cozidas e picadas.

Pães e biscoitos

Mesmo que seu filho goste de ficar segurando alimentos mais duros e chupando, evite estimular essa habilidade quando se tratar de pães e biscoitos. Opte por alimentos mais saudáveis como palitinhos de cenoura, maçã, manga e pepino.

Uvas e amendoins

Todo cuidado é pouco na hora de fazer a transição para alimentos sólidos. Por isso, é importante que você fique atenta na hora de alimentar seu filho. É que um pedaço maior pode entrar na garganta e ele acabar engasgando.

Alimentos pequenos e redondos são os “vilões” dessa fase. Evite, por exemplo, dar uvas e amendoins ao bebê. Espere para que ele cresça um pouco mais e, mesmo assim, corte em pedaços para evitar sustos.

Leite materno ou fórmula infantil

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o consumo de leite materno até os 2 anos e, não sendo possível, por diversos motivos, a fórmula infantil industrializada pode ser usada.

O mais importante é observar que até o primeiro ano de vida, o bebê vai consumir cada vez mais alimentos sólidos, atendendo até 80% das necessidades calóricas diárias. Então, é aconselhável dosar cada um dos alimentos para que o bebê tenha uma dieta equilibrada.

Não se desespere

Se porventura um dia seu filho não quiser comer, fazendo uma espécie de “greve de fome”, não se desespere. É normal. Geralmente, os bebês não comem com a mesma intensidade todos os dias. Podem comer bastante em um dia e quase nada no outro.

O certo é não insistir demais, mas mostrar a ele a importância de se alimentar. Provavelmente, no dia seguinte, ele voltará a comer melhor. Caso isso não ocorra nos próximos dias, não hesite em levá-lo ao pediatra.

A partir das dicas acima, é possível conduzir essa fase de forma saudável e prazerosa. E novas fases virão! Basta combinar paciência e dedicação. Boa sorte!