5 Coisas Que Você Não Sabia Sobre o Sono do Recém-Nascido

5 Coisas Que Você Não Sabia Sobre o Sono do Recém-Nascido
Ellen Cristie
Ellen Cristie29, Novembro - 20205.8 minutos de leitura

Dias e noites invertidos, exaustão e nervosismo. Não raro os bebês dormem o dia inteiro e passam noites em claro, como “corujas”. Sendo assim, o sono do bebê recém-nascido pode gerar uma série de consequências nem sempre positivas na vida da família.

Um bebê que dorme e acorda várias vezes durante a noite, seja para mamar, seja para ter a atenção dos pais, pode causar um estrago no relógio biológico dos pais, já que o corpo humano não é treinado para ficar acordado a noite toda. Nesses casos, listamos 5 curiosidades sobre o sono do bebê, que podem ser benéficas tanto para a saúde do bebê quanto para a dos pais. Vamos a elas:

1. Alguns recém-nascidos “comemoram” a noite toda e dormem todo o dia

Ao nascer, os ciclos de sono do recém-nascido são mais curtos, talvez pelo fato de o cérebro e o sistema nervoso central serem ainda um pouco imaturos. Antes de se ajustar a um calendário familiar, o que acontece após o primeiro mês de vida, é comum que os bebês passem a noite agitados, sem pregar os olhos, e o dia em boas e longas horas de sono.

Nesses casos, o ideal é que os pais tentem tirar um cochilo durante esses períodos de sono do bebê, já que essa troca do dia pela noite não é para sempre. Criar um ambiente calmo e escurinho à noite e iluminado de dia também pode ajudar na hora de estabelecer uma rotina.

2. O sono do recém-nascido é imprevisível

Nas primeiras semanas de vida, grande parte dos recém-nascidos não dorme mais que duas a quatro horas ininterruptas, independentemente de ser dia ou noite. Na primeira semana, eles dormem entre 14 a 18 horas diariamente e, quando completam o primeiro mês de vida, dormem entre 12 a 16 horas, em média.

Uns mais, outros menos…uns bem mais, outros bem menos. Os especialistas explicam que os pais não precisam ficar preocupados se o bebê chega a dormir 20 horas por dia ou se ele não dorme quase nada. Se considerarmos que tudo é muito novo para ele e que antes de chegar a esse mundo foram nove meses no útero, é plausível esse desarranjo do sono.

3. Os recém-nascidos não precisam de paz e sossego para dormir

Você acha que precisa falar baixinho, quase sussurrando, ou andar pé ante pé para evitar que seu bebê acorde? Ledo engano. Muitos bebês conseguem dormir em ambientes totalmente adversos, como em festas barulhentas ou em locais iluminados.

Dentro do útero, os batimentos cardíacos da mãe, do sistema digestivo e os sons de outras funções corporais são altos e o bebê acaba se acostumando com o barulho. Alguns, na verdade, dormem melhor se forem expostos a sons repetitivos, a exemplo do barulho de um ar-condicionado, máquina de lavar ou ventilador.

Pena que essa qualidade acaba. Ao passo que ele vai crescendo, deixando de ser recém-nascido, as atividades fisiológicas se modificam, assim como a necessidade de dormir a qualquer hora.

Ele passa a tomar consciência do espaço e aí , sim, você pode começar a andar pé ante pé pela casa.

4. Os bebês têm suas próprias personalidades de sono

Já ouviu falar em padrões comportamentais do sono? Cada bebê desenvolve, digamos, um temperamento do sono. Por isso, costumamos dizer “tenho sono pesado”, “já eu tenho o sono leve”.

Alguns recém-nascidos são mais tranquilos, outros lutam para não dormir até onde suportam. O mais importante é que os pais tentem ensinar a eles bons hábitos de sono, criando rotinas para o momento de dormir.